sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mais uma oferta para a nossa Biblioteca Escolar!

A Biblioteca Escolar do Colégio Bernardette Romeira agradece a Cátia Borges, mãe do aluno Ricardo Borges, aluno do 5º ano, a oferta dos livros:





quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mais uma oferta para a nossa Biblioteca Escolar!

A Biblioteca Escolar do Colégio Bernardette Romeira agradece às alunas Marta Mateus (5º ano) e Vera Mateus (6º ano) a oferta dos livros:












terça-feira, 16 de abril de 2013

"A Arte sou EU que o Faço" - Exposição de BD's na Biblioteca Escolar do CBR.

Março foi o mês da Banda Desenhada na nossa biblioteca e, para assinalar esta temática, a equipa da Biblioteca Escolar pediu aos alunos do colégio para darem asas à criatividade plástica e narrativa. O resultado foram bandas desenhadas com enredos empolgantes e coloridos subordinados ao tema do Mar. A escolha deste tema esteve relacionado com a 7ª edição da Semana da Leitura de 2013, que se realizou durante a Semana Cultural do Colégio Bernardette Romeira, entre os dias 11 e 15 de março.

Agradecemos a participação dos alunos que investiram o seu tempo e imaginação na realização destas bandas desenhadas que toda a comunidade educativa poderá admirar em exposição na Biblioteca Escolar do Colégio Bernardette Romeira até ao final do mês de abril.












Jogo da Língua Portuguesa - Solução do desafio anterior e Novo Desafio (15 a 21 de abril).



Novo Desafio


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vota nas tuas preferências musicais! (Inquérito musical) - Parte 1/2


Como forma de assinalar a Estante Temática do mês de abril dedicada à música, foi criado um breve inquérito para ficarmos a conhecer as atuais preferências musicais dos nossos alunos.

Faz a tua escolha musical e clica em "SUBMIT".


 
 


























Vota nas tuas preferências musicais! (Inquérito musical) - Parte 2/2




Mais uma oferta para a nossa Biblioteca!

A Biblioteca Escolar do Colégio Bernardette Romeira agradece ao aluno Ricardo Borges do 5º ano a oferta dos livros:






quarta-feira, 10 de abril de 2013

Mais uma oferta para a nossa Biblioteca Escolar!

A Biblioteca Escolar do Colégio Bernardette Romeira agradece ao Sr. António Lopes, avô do aluno João Castro (9º ano), a oferta dos livros:





terça-feira, 9 de abril de 2013

"Ó vila de Olhão" de José Afonso

Complementando a divulgação do artista do mês de abril, Zeca Afonso, apresentamos "Ó vila de Olhão", um tema que foi gravado originalmente em 1964 para a EMI/Valentim de Carvalho num single de 45 rpm com Rui Pato à viola.
Sobre esta música escreveu José Afonso: Fiz muitas viagens a Olhão, minha terra adoptiva. A meio do caminho da Fuzeta, entre Olhão e Marim, a vila vai-se adelgaçando, a viagem toma-se mais rápida e ruidosa, devido ao vento que entra pelas janelas. Pode-se berrar sem que ninguém nos ouça. Foi assim que nasceu esta crónica rimada. Servida pela cadência mecânica do “pouca­terra”, versa um tema alusivo às vicissitudes por que passa o mexilhão quando o mar bate na rocha. A culpa não é do mar.*

*informação retirada do sítio Associação José Afonso: http://www.aja.pt/o-vila-de-olhao/


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Jogo da Língua Portuguesa - Solução do desafio anterior e Novo Desafio (8 a 14 de abril).

Gráfico - Respostas Certas/Erradas


Novo Desafio - 8 a 14 de abril



Estante Temática do mês de abril - Música






Artista do mês de abril - José Afonso



Resumo Biográfico

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu a 2 de agosto de 1929, em Aveiro,
filho de José Nepomuceno Afonso, juiz, e de Maria das Dores Dantas Cerqueira, professora primária. Em 1930 os pais foram para Angola, onde o pai tinha sido colocado como delegado do Procurador da República em Silva Porto. José Afonso permanece em Aveiro, confiado ao tio Xico, um «republicano anticlerical e anti-sidonista».
Por insistência da mãe, em 1933 Zeca segue para Angola, com três anos e meio.
Um missionário é a companhia de José Afonso que permanece três anos em Angola, onde inicia os estudos da instrução primária.
Em 1936 regressa a Aveiro, para casa de umas tias.
Parte em 1937 para Moçambique ao encontro dos pais, com quem vive juntamente com os irmãos João e Mariazinha.
Regressa a Portugal, em 1938, desta vez para casa do tio Filomeno, presidente da Câmara Municipal de Belmonte. Aqui conclui a quarta classe. O tio, salazarista convicto, fá-lo envergar a farda da Mocidade Portuguesa.
Vai para Coimbra em 1940 para prosseguir os estudos.
Em 1945 começa a cantar serenatas como «bicho», designação da praxe de Coimbra para os estudantes liceais.
De 1946 a 1948 completa o curso dos liceus. Conhece Maria Amália de Oliveira, uma costureira de origem humilde, com quem vem a casar em segredo, por oposição dos pais. Faz viagens com o Orfeão e com a Tuna Académica. Joga futebol na Associação Académica de Coimbra.
Em 1949, inscreve-se no primeiro ano do curso de Ciências Histórico-Filosóficas da Faculdade de Letras. Vai a Angola e Moçambique integrado numa comitiva do Orfeão Académico da Universidade de Coimbra.
Em Janeiro de 1953 nasce-lhe o primeiro filho, José Manuel. Dá explicações e faz revisão no Diário de Coimbra.
São editados os seus primeiros discos. Trata-se de dois discos de fados de Coimbra, dos quais não existem hoje exemplares.



De 1953 a 1955 cumpre, em Mafra, serviço militar obrigatório. Foi mobilizado para Macau, mas livrou-se por motivos de saúde. Depois é colocado num quartel em Coimbra.
Tem grandes dificuldades económicas para sustentar a família.
Após o serviço militar, já com dois filhos, José Manuel e Helena (nascida em 1954), conclui em 1963 o curso na Faculdade de Letras de Coimbra.
Vai dar aulas num colégio privado em Mangualde de 6 de janeiro a 30 de setembro de 1957. Passa, então, à condição de estudante voluntário da Universidade por continuar a ser bastante solicitado para cantar em serenatas e espectáculos.
Inicia-se o processo de separação e posterior divórcio de Amália (1 de junho de 1963).
Em 1956 é editado o seu primeiro EP, intitulado Fados de Coimbra.
De 28 de outubro de 1957 a 22 de julho de 1958 foi professor provisório nas Escola Industrial e Comercial de Lagos. Por dificuldades económicas, em 1958 envia os dois filhos para Moçambique, para junto dos avós. A 4 de dezembro de 1957, José Afonso actua em Paris, no Teatro “Champs Elysées”.
De 7 de outubro de 1958 a 18 de julho de 1959 é professor provisório nas Escola Industrial e Comercial de Faro.
Em 1959 começa a frequentar colectividades e a cantar regularmente em meios populares.
Nos inícios do ano letivo de 1959/60 é colocado por 10 dias num colégio em Aljustrel, transitando depois para a Escola Técnica de Alcobaça onde é professor provisório entre 3 de outubro de 1959 e 30 de julho de 1960.
Em 1960 é editado o quarto disco de José Afonso. Trata-se de um EP, intitulado Balada do Outono.
Em agosto faz nova digressão com o orfeão Académico de Coimbra a Angola.
De 1961 a 1962 segue atentamente a crise estudantil deste último ano.
Convive em Faro e namora com Zélia, natural da Fuzeta, que será a sua segunda mulher.
Em 1962 é editado o álbum Coimbra Orfeon of Portugal.
Realiza digressões pela Suíça e Alemanha onde gravam para a televisão e Suécia.
Em 1963 é editado outro EP de Baladas de Coimbra. Volta a ser professor provisório na mesma escola em Faro, de 19 de outubro de 1962 a 31 de julho de 1963.
Em maio de 1964, José Afonso atua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, onde se inspira para fazer a canção Grândola, Vila Morena.
Nesse mesmo ano é editado o EP Cantares de José Afonso. Também em 1964 é editado o álbum Baladas e Canções, que virá a ser reeditado em CD pela EMI em 1996.
De 1964 a 1967, José Afonso encontra-se em Lourenço Marques com Zélia, onde reencontra os seus dois filhos. Em Moçambique nasce a sua filha Joana (1965).
Em 1967 regressa a Lisboa esgotado pelo sistema colonial. Deixa o filho mais velho, José Manuel, confiado aos avós em Moçambique. Colocado como professor em Setúbal, sofre uma grave crise de saúde que o leva a ser internado durante 20 dias. Quando sai da clínica, tinha sido expulso do ensino oficial.
Em 1967 é publicado o livro Cantares de José Afonso. Assina contrato discográfico com a Orfeu, para quem grava mais de 70 por cento da sua obra.
Expulso do ensino, em 1968 dedica-se a dar explicações e a cantar com mais assiduidade. Pelo Natal, edita o álbum Cantares do Andarilho. Em 1969 a Primavera marcelista abre perspectivas de organização ao movimento sindical.
José Afonso participa ativamente neste movimento, assim como nas ações dos estudantes em Coimbra. Edita o álbum Contos Velhos Rumos Novos e o single Menina, dos Olhos Tristes que contém a canção popular Canta Camarada. Recebe o prémio da Casa da Imprensa para o melhor disco, distinção que repete em 1970 e 1971. Nasce o último filho, o quarto, Pedro.
Em 1970 é editado o álbum Traz Outro Amigo Também. A 21 de março,
a Casa de Imprensa atribui a José Afonso o Prémio de Honra pela «alta qualidade da sua obra artística como autor e intérprete e pela decisiva influência que exerce em todo o movimento de renovação da música ligeira portuguesa».
 


Pelo Natal de 1971, é lançado o álbum Cantigas do Maio. O álbum é geralmente considerado o melhor disco de José Afonso. A editora Nova Realidade publica o livro Cantar de Novo.



No ano de 1972 é editado o álbum chama-se Eu Vou Ser Como a Toupeira. O livro, editado pela Paisagem, tem apenas o título de José Afonso.
Em 1973 José Afonso continua a sua «peregrinação», cantando um pouco em todo o lado. Muitas sessões foram proibidas pela PIDE/DGS. Em abril é preso e fica 20 dias em Caxias até finais de maio.
Pelo Natal, publica o álbum Venham Mais Cinco.


A 29 de março de 1974, o Coliseu, em Lisboa, enche-se para ouvir José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Jorge Letria, Manuel Freire, José Barata Moura, Fernando Tordo e outros, que terminam a sessão com Grândola, Vila Morena. Militares do MFA estão entre a assistência e escolhem Grândola para senha da Revolução. Um mês depois dá-se o 25 de abril.



No dia do espetáculo, a censura avisara a Casa de Imprensa, organizadora do evento, de que eram proibidas as representações de Venham Mais Cinco, Menina dos Olhos Tristes, A Morte Saiu à Rua e Gastão Era Perfeito. Curiosamente, a Grândola era autorizada.
É editado o álbum Coro dos Tribunais.
De 1974 a 1975 envolve-se diretamente nos movimentos populares. O PREC (Processo Revolucionário em Curso) é a sua paixão. Em 1975 é editado o álbum República, que inclui Canta Camarada, O Pão Que Sobra à Riqueza, Os Vampiros, Senhora do Almortão, entre outras.
Em 1976 José Afonso apoia a candidatura presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho, cérebro do 25 de abril. Fase cronista de José Afonso, que publica o álbum Com as Minhas Tamanquinhas.
O disco tem a surpreendente participação de Quim Barreiros. É, na opinião de José Niza, «um disco de combate e de denúncia, um grito de alma, um murro na mesa, sincero e exaltado, talvez exagerado se ouvido e lido ao fim de 20 anos, isto é, hoje».


O álbum Enquanto Há Força, editado em 1978, representa mais um exemplo da fase cronista do cantor, ligada às suas preocupações anti-imperialistas e à sua crítica mordaz à Igreja. Em 1979 é editado o álbum Fura Fura, com a colaboração musical de Júlio Pereira e dos Trovante. O disco inclui oito temas de música para teatro. Atua em Bruxelas no Festival da Contra-Eurovisão.
Em 1981, após dois anos de silêncio, regressa a Coimbra com o seu álbum Fados de Coimbra e Outras Canções. Trata-se da mais bela versão do fado de Coimbra, interpretada por Zeca Afonso em homenagem a seu pai a quem o disco é dedicado. Atua em Paris, no Théatre de la Ville.

Em 1982 começam a conhecer-se os primeiros sintomas da doença do cantor, uma esclerose lateral amiotrófica. Trata-se, aparentemente, de um vírus instalado na espinal medula que, de uma forma progressiva, destrói o tecido muscular e, normalmente, conduz à morte por asfixia. Atua em Bruges no Festival de Printemps. Em 29 de janeiro de 1983 realiza-se o espectáculo no Coliseu com José Afonso já em dificuldades.
É publicado o duplo álbum Ao Vivo no Coliseu. No Natal desse ano, sai Como Se Fora Seu Filho, um testamento político. Publicado o livro Textos e Canções.
A cidade de Coimbra atribui a José Afonso a Medalha de Ouro da cidade. O Presidente da República, general Ramalho Eanes, atribui a José Afonso a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa-se a preencher o formulário. Em 1994, o Presidente da República Mário Soares tentou de novo condecorar, postumamente, José Afonso com a Ordem da Liberdade, mas a mulher, Zélia, recusou, alegando que se José Afonso não desejou a distinção em vida, também não seria após a sua morte que seria condecorado.
Em 1983 José Afonso é reintegrado no ensino oficial, tendo sido destacado para dar aulas de História e de Português na Escola Preparatória de Azeitão. Tinha sido expulso em 1968.
A doença, agrava-se.
Em 1985 é editado o último álbum, Galinhas do Mato. José Afonso já não consegue cantar todos os temas, sendo substituído por outros cantores.


Em 1986 apoia a candidatura presidencial de Maria de Lourdes Pintassilgo, católica progressista.

José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal vítima de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada em 1982. O funeral realizou-se no dia seguinte, com
mais de 30 mil pessoas. Envolvida por um pano vermelho sem qualquer símbolo, como pedira, a urna foi transportada, entre outros, por Sérgio Godinho, Júlio Pereira, José Mário Branco, Luís Cília, Francisco Fanhais. A Transmédia editou o triplo álbum, o primeiro da história discográfica portuguesa, Agora e Sempre, duas semanas depois da morte do cantor. A 18 de novembro é criada a Associação José Afonso com o objetivo de ajudar a realizar as ideias do compositor e intérprete no campo das Artes.*

* Informação retirada do site da Associação José Afonso: http://www.aja.pt/biografia/
(Consulta realizada no dia 1 de abril de 2013.)