sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 19ª quadra

Peço às altas competências
perdão, porque mal sei ler,
p'ra aquelas deficiências,
que os meus versos possam ter.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 18ª quadra

Nunca gostei de mentir,
Mas faço bem quando minto,
fazendo a outros sentir,
esp'ranças que já não sinto.

"Remember Good TV"

Na comemoração do mês de novembro como o mês da televisão, a equipa da Biblioteca Escolar selecionou alguns momentos marcantes da televisão portuguesa: espetáculos de variedades, séries, concursos televisivos, desenhos animados e sitcoms.

Foi nosso objetivo transmitir aos nossos alunos estas referências audiovisuais que marcaram e ainda marcam as gerações anteriores.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 17ª quadra

Tu, que tanto prometeste
enquanto nada podias,
hoje que podes - esqueceste
tudo quanto prometias...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 16ª quadra

Tal qual me sucede a mim:
sem ter vulto, sem ter voz,
vive qualquer coisa em nós
que manda fazer assim.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 14ª quadra

Talvez paz no mundo houvesse,
embora tal não pareça, 
se o coração não estivesse
tão distante da cabeça.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 13ª quadra

Quando os homens se convençam
que à força nada se faz, 
serão f'lizes os que pensam
num mundo de amor e paz.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Estante Temática do mês de novembro - A Televisão

Hoje, no Dia Mundial da Televisão, apresentamos a Estante Temática do mês de novembro dedicada ao tema "Televisão".

Dia Mundial da Televisão - 21 de novembro
Em 1996, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 21 de novembro "Dia Mundial da Televisão", comemorando a data em que, nesse mesmo ano, se realizou o Fórum Mundial sobre Televisão, nas Nações Unidas.
Os Estados Membros foram convidados a comemorar esse dia, incentivando, a nível mundial, as trocas de programas de televisão sobre questões como a paz, a segurança, o desenvolvimento social e económico, e reforçando o intercâmbio cultural.







Marcos importantes na história da televisão



Poemas de Aleixo - 12ª quadra

 A sociedade é um espelho
que Deus p'ra os homens criou,
onde só depois de velho
comecei a ver quem sou.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 11ª quadra

Nem sempre temos razão;
nos defeitos, que apontamos,
nem todas as coisas são 
como nós as encaramos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 10ª quadra

Se o hábito faz o monge
e o mundo quer-se iludido,
que dirá quem vê de longe
um gatuno bem vestido?

Jogo da Língua Portuguesa - Solução do desafio da semana anterior e Novo Desafio (19 a 25 de novembro)!


Novo Desafio 19 a 25 de novembro



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 9ª quadra

Mentiu com habilidade,
fez quantas mentiras quis;
agora fala verdade,
ninguém crê no que ele diz.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 8ª quadra


Co’o mundo pouco te importas,
porque o julgas ver direito.
Como há de ver coisas tortas
quem só vê em seu proveito.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 7ª quadra

Meus versos, que dizem eles
que façam mal a alguém?
Só fazem mal àqueles
a quem podem ficar bem.

Poemas de Aleixo - 6ª quadra

Com grande tristeza nossa, a Feira do Livro chegou ao fim... Como tal, tivemos de proceder à devida arrumação do material a devolver. Tudo isto para justificar a divulgação tardia da 6ª quadra de António Aleixo!


Se umas quadras são conselhos
que vos dou de boa fé,
outras são finos espelhos
onde o leitor vê quem é.

 



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 5ª quadra


Inteligências há poucas.

Quase sempre as violências

nascem das cabeças ocas,

por medo às inteligências.



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 4ª quadra

Ser artista é ser alguém!
Que bonito é ser artista,
ver as coisas mais além,
do que alcança a vista!



António Aleixo

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Poemas de Aleixo - 3ª quadra

A terceira quadra de António Aleixo que vos apresentamos, hoje, foi-nos declamada pela Professora Inês Porfírio do CBR.

Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quadras de Aleixo - 2ª quadra

A segunda quadra de António Aleixo que vos apresentamos, hoje, foi-nos declamada por Ana Vargas, a mãe da Matilde (3º ano).

Sei que pareço um ladrão…
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quadras de Aleixo - 1ª quadra

Durante o mês de novembro, a Biblioteca Escolar do CBR irá publicar, todos os dias, uma quadra deste grande poeta português.

A primeira quadra que vos apresentamos, hoje, foi-nos declamada por um avô de uma aluna nossa. Ficámos encantados com a mensagem desta quadra.

 

O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
quando consigas fazer
mais p'los outros que por ti!


António Aleixo

Artista do mês de novembro: António Aleixo

António Aleixo
(1899 - 1949) 

 

“O poeta António Aleixo, cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé, é um caso singular, bem digno de atenção de quantos se interessam pela poesia. […]”

Professor Dr. Joaquim Magalhães in Este livro que vos deixo.

“O que caracteriza a poesia de António Aleixo é o tom dolorido, irónico, um pouco puritano e moralista, com que aprecia os acontecimentos e as ações dos homens. E, no fundo, muito embora não seja um revoltado, é a chaga aberta de um sofrimento íntimo, provocado por certas injustiças, a fonte dos seus desabafos.” 

Professor Dr. Joaquim Magalhães in Este livro que vos deixo.

Obras Completas de António Aleixo

  • Quando começo a cantar – 1ª Edição, Faro, 1943; 2ª edição, Coimbra, 1948; 3ª edição, Lisboa, 1960
  • Intencionais – 1ª EDIÇÃO, Faro, 1945; 2ª edição, Lisboa, 1960
  • Auto da Vida e da Morte (1 acto) – 1ª edição, Faro, 1948; 2ª edição, Faro, 1968
  • Auto do Curandeiro (1 acto) – 1ª edição, Faro, 1949; 2ª edição, Faro, 1964
  • Este livro que vos deixo... Volume I, 18ª EDIÇÃO, Lisboa, 2003
  • Este livro que vos deixo... Volume II , 13ª edição, Lisboa, 2003
  • Inéditos – 1ª edição, Loulé, 1978; 2º edição, Loulé, 1979 




 

Percurso de Vida*

1899 – 18 de fevereiro – às 4 horas da manhã, nasce António Aleixo, na freguesia e concelho de Vila Real de Santo António, filho de José Fernandes Aleixo, tecelão, e de Isabel Maria Casimiro, de ocupação doméstica, naturais, ele da freguesia de S. Clemente, vila e concelho de Loulé, e ela de Vila Real de Santo António.
1906 – Os pais de António Aleixo vão viver para Loulé.
1907 – António Aleixo começa a frequentar a escola.
1909 – Depois de dois anos de escola, primeira revelação do talento de improvisador a cantar as janeiras.
1912 – Aprendiz de tecelão, o ofício do pai. De 1912 a 1919 pratica este ofício.
A convite de amigos, canta de improviso, em festas. Vai treinando o seu jeito para versejar (ou versar, como ainda hoje se diz, na gíria popular dos poetas espontâneos).
1919 – Apurado para o serviço militar, em Faro.
1922 – Alistamento na polícia, em Faro.
1924 – Casamento, em Loulé.
1928 – 1930 – Ida para França, como servente de pedreiro.
1931 – Regresso a Portugal.
1931 – 1933 – Residência em Loulé. É cauteleiro e vende gravatas.
1937 – Classificado em 4º lugar nuns jogos florais em Faro, no Ginásio Clube.
1939 – 1940 – Um amigo do poeta, José Rosa Madeira, junta algumas quadras, em duas folhas de papel. Vão ser o núcleo do seu primeiro livro – Quando Começo a Cantar…
1943 – Lançamento do primeiro livro, por iniciativa do Circulo Cultural do Algarve;
         – Tuberculose obriga a internamento, em Coimbra, no Sanatório dos Covões;
         – maio – Primeira referência à publicação de Quando Começo a Cantar… em artigo de Cândido Marrecas no jornal de Beja.
1943 a 1949 – Permanência no Sanatório, com curtas visitas da família, até que, no Outono de 1949, regressa para ficar.
16 de novembro de 1949 – Morte de António Aleixo. O poeta fica…

* Informação retirada do site Fundação António Aleixo