terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Feira do Livro na Biblioteca Escolar do Colégio Bernardette Romeira. De 13 a 17 de fevereiro.

Durante a semana de 13 de fevereiro a Biblioteca Escolar apresenta a 2ª Feira do Livro que conta com a participação da editora inglesa Usborne.

A realização de feiras do livro na biblioteca são atividades de grande importância no estímulo do gosto pela leitura junto de toda a comunidade educativa. Este período continuamos a apostar no desenvolvimento das competências em língua inglesa, complementando assim o trabalho desenvolvido pelos professores dessa disciplina.

Sendo uma feira aberta a toda a comunidade educativa estamos certos de que irá encontrar aqui uma variedade de livros que irão ao encontro de diversas faixas etárias e interesses, com preços bastante convidativos!

A Feira terá lugar na Biblioteca Escolar do Colégio Bernardette Romeira entre os dias 13 e 17 de fevereiro e estará aberta de acordo com o horário da biblioteca (na parte da manhã das 10h30 às 12h00 e à tarde das 13h00 às 18h45).

Contamos com a sua visita!







quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Correio do Amor e da Amizade na Biblioteca Escolar!

Escreve a tua mensagem ou poema de amor e coloca a tua carta no "Correio do Amor e Amizade" na Biblioteca Escolar, entre os dias 8 e 13 de fevereiro! Não te preocupes que a tua carta não precisa de selo, mas não te esqueças de colocar o destinatário no envelope!
As cartas serão distribuídas no Dia dos Namorados (14 de fevereiro), na Biblioteca entre as 13h30 e as 14h00.

Hora do Conto - "Quem roubou os meus morangos?"

Nos dias 30 e 31 de janeiro, a equipa da biblioteca escolar do Colégio Bernardette Romeira, proporcionou aos alunos das turmas do Pré-Escolar um momento de Hora do Conto. A dupla Raquel Luís e Cláudia Custodinho, apresentaram e representaram a história "Quem roubou os meus morangos?", um livro da Biblioteca de Valores, que nos fala de partilha.

Uma vez que nesta faixa etária é fundamental a aprendizagem da partilha e, apesar de este ser um tema muito trabalhado pelas educadoras no Pré-Escolar, a equipa da biblioteca achou importante reforçar este valor.
A Hora do Conto terminou com uma "Caça aos Morangos"!





Cláudia Custodinho e Raquel Luís

Mural dos Desejos na Biblioteca Escolar.

No mês de janeiro, a Biblioteca Escolar convidou toda a comunidade educativa a partilharem os seus desejos para o ano de 2012. Esta atividade irá decorrer até ao final de fevereiro.



Estante temática do mês de janeiro - Este ano trabalha para conquistares os teus sonhos!





História do Dia (9 de fevereiro) - "O Senhor Aparício"


Há pessoas que são convidadas para banquetes de muita cerimónia, mas que se portam com grande falta de cerimónia.
O senhor Aparício é um deles.
Há tempos, o senhor Aparício foi a uma festa. Era à tarde. Pois o senhor Aparício nem almoçou, para estar com o estômago mais vazio, quando chegasse a ocasião de enchê-lo de graça.
Comeu que se fartou e, para ir prevenido com o jantar, quando voltasse a casa, encheu, disfarçadamente, os bolsos de provisões. Croquetes, bolos e bolinhos, tudo ia para as algibeiras.
De repente, sentiu a perna direita escaldada. Voltou-se e viu o criado entornar-lhe o bule de chá pela algibeira abaixo.
- Mas o que é isto? - perguntou ele, furioso.
Respondeu-lhe o criado, imperturbável:
- Peço perdão, mas como o senhor leva os bolos, pensei que também quisesse levar o chá.
Enquanto se lembrar desta vergonha, o senhor Aparício não vai voltar a fazer o mesmo. O pior é que ele é muito esquecido.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

História do Dia (8 de fevereiro) - O Espelhinho



Naquela terra não havia espelhos. Nem nunca tinha havido.
Era uma aldeia longe de tudo, onde nada chegava. Nem espelhos.
Uma vez, o senhor Chamisso, lá da aldeia, foi à cidade. Ih, que assombro! Ruas, carros, gente com pressa, casas altas de pasmar?
Atarantado, o senhor Chamisso o que queria era voltar para a sua aldeia. Ia a passar por uma loja e viu, na montra, um espelho.
- Olha o retrato do meu pai - exclamou.
O pai do senhor Chamisso tinha morrido há anos e não era de estranhar que o filho estivesse parecido com ele.
Entrou na loja e comprou o espelho. Depois, com o espelho embrulhado debaixo do braço, voltou para a aldeia.
Chegou já era noite.
Na manhã seguinte, quando acordou, virou-se para a mulher, ainda meio estremunhada, e disse-lhe:
- Calcula o que eu encontrei, na cidade. Nem mais nem menos do que o retrato do meu pai. Vai tu ver, que o deixei embrulhado, na cozinha.
A mulher calçou os chinelos e, ainda desgrenhada e mal pronta, foi ver. Quando desembrulhou o espelho, indignou-se:
- Ai que mentiroso que é o meu marido. A dizer que tinha trazido o retrato do pai, quando o que trouxe para casa foi o retrato de uma marafona, com cara de porca.
E foi fazer queixa à mãe.
- Só queria que a mãe visse a feiosa que ela é, toda mal pronta e esguedelhada. Uma pouca-vergonha de uma mulher!
- Deixa estar, filha, que eu vou ver e, se for como tu dizes, a gente dá uma desanda no teu marido.
A mãe foi espreitar o espelho.
- Ai que velha avantesma! - gritou.
Com o susto, largou o espelhinho, que caiu no chão e se partiu em mil bocados.
Pois foi assim tal e qual. Naquela família continuaram a não saber o que era um espelho? Melhor para eles?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

História do Dia (7 de fevereiro) - A Mania das Colecções



Tenho um vizinho que é coleccionador. De quê? De selos? De moedas? De caixas de fósforos? De garrafinhas de licor? De bilhetes-postais? De revistas antigas?
Nada disso. O meu vizinho do lado é coleccionador, mas de chapéus.
Lá em casa, logo à entrada, tem um bengaleiro, que é um museu de chapelaria. Quem lhe não conhecer a mania e se ficar pela entrada, julgará que o senhor tem lá em casa, à conversa, no salão, uma quantidade de cavalheiros de todas as épocas? E se tivesse? Se tivesse, pelo que se calcula dos chapéus pendurados, a casa do meu vizinho seria um baile de máscaras permanente.
Se não reparem:
Um chapéu de plumas à mosqueteiro,
um fez à turca, que parece um vaso sem flores,
um chapéu de abat-jour, de um chinês de antigamente,
um chapéu alto, como usavam os nossos bisavós, quando não usavam chapéu de coco,
um chapéu de almirante, que parece um barco virado ao contrário,
um capacete com um bico no alto, a servir de pára-raios,
um chapéu de palha, a que qualquer burro competente chamaria um figo,
um barrete de campino, mais garrido que uma bandeira,
um tricórnio, de que nunca se sabe qual é o lado da frente,
um chapéu de explorador africano que, depois de pintado, já serviu a um polícia sinaleiro de antigamente
e muitos, muitos mais chapéus?
É uma pena que o meu vizinho do lado vá acabar com a colecção. E porquê?
Explicou-me ele:
- Estão aqui muitas viagens, muita despesa, muita aventura. São o meu orgulho, pode crer. Mas a verdade é que, agora, já me cansam. Vê-los assim, pendurados, sem préstimo, na sombra do bengaleiro, fazem-me impressão. Parece que os tirei a quem pertenciam. Enervam-me, tiram-me o sono. Quero ver-me livre deles.
- E como? - perguntei.
- Ponho um anúncio - explicou-me o coleccionador. - Cada pessoa que vier leva um chapéu de graça. Mas tem de prometer que não o tira da cabeça, até ao fim da rua.
- Quero estar cá, à janela, para ver isso ! - exclamei, entusiasmado.
Não calculam o espectáculo. Parecia um dia de Carnaval, como aqueles que já não há. Só visto.
- E agora? - perguntei eu ao meu vizinho do lado, quando passei lá por casa. - Está mais aliviado?
- Nem por isso - suspirou ele. - Sinto-me, de repente, mais pobre, mais desacompanhado. Parece-me que vou começar outra colecção.
- Outra vez de chapéus? - quis eu saber.
- Não, essa já deu o que tinha a dar. Vou pôr-me em campo para uma nova colecção, mas de sapatos.
- Novos? - intriguei-me.
- De forma alguma. Antigos, isto é, velhos, cambados, gastos. Quero coleccionar sapatos com muita andadura, muita experiência de estrada na sola dos pés.
E o meu vizinho olhava para os meus sapatos, com particular interesse?
O que havia eu de fazer? Ofereci-lhos para início de colecção e, descalço, atravessei o patamar até à minha casa.
Entre vizinhos, temos de ser uns para os outros.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

História do Dia (6 de fevereiro) - Fechem essa Janela



Dantes os homens usavam cabeleiras. Eram as perucas. Já se vê que nem todos os homens usavam cabeleiras. Apenas os grandes fidalgos, os reis, os nobres da corte. E só em determinadas épocas da História. Noutras, usavam o cabelo ou comprido ou curto, mas deles, sem disfarce.
Luís XIV, um grande rei francês, mas também muito vaidoso, tinha ao seu serviço quarenta cabeleireiros de perucas, que só trabalhavam para ele. Os nobres da corte ultrapassavam-se em presunção, para ostentarem as mais belas cabeleiras, umas frisadas, outras escorridas, quase todas empoadas e algumas com lacinhos e laçadas coloridas. Cavaleiros, generais, espadachins, mosqueteiros usavam perucas e, no intervalo das guerras, penteavam-nas sobre os joelhos.
Uma vez, perguntaram-nos se o Marquês de Pombal usava o cabelo caído para os ombros, como vemos nas gravuras que o representam. Não há a certeza, mas, segundo consta, o Marquês de Pombal até era careca?
Ora o rei da nossa história, o rei Olindo - rei de um reino qualquer, lá para algures ou mais longe ainda -, também tinha em muita estima os seus caracóis.
Vivia ele num palácio admirável, num palácio de sonho, mas não de todos os sonhos, num palácio de alto lá com ele, não fossem as correntes de ar.
Como o palácio tinha muitas janelas - 365 janelas, mais precisamente - e muitas portas e muitos criados, que iam e vinham e abriam portas e fechavam portas, as salas do palácio eram mais desconfortáveis do que uma praça pública, em dia de vendaval?
Pois era. As correntes de ar é que estragavam tudo, até as audiências em que o rei Olindo tinha de receber, por dever de oficio, os seus súbditos mais humildes.
- Estejam descansados. Vou tentar resolver o vosso caso - assim respondia a todos os pedidos, para despachar.
Estava o rei a dizer isto mesmo, quando uma janela se abriu por si e ? o resto está à vista ou imagina-se.
- Onde se teria metido a minha cabeleira? Onde se teria metido? - balbuciava, de gatas, o rei Olindo, um pouco menos lindo do que era costume.
Quando a encontraram, o rei deu por finda a audiência.
Que desastre!
Daí em diante, só passou a aparecer em público com uma pesada coroa por cima da cabeleira, espécie de pisa-papéis, isto é de pisa-cabeleiras. A coroa de muito peso fazia-lhe dores de cabeça. Que remédio! Sujeitar-se a outra desfeita do vento é que não.
Os sacrifícios que um rei tem de fazer para conservar a cabeleira? E o reino.