terça-feira, 28 de junho de 2011

As férias batem à porta

As férias batem à porta
impacientes, querem entrar;
são amigas do calor
do sol, da praia, do mar.

Trazem festas populares,
foguetes, bombos, melão,
pimentos, sardinha assada,
dias quentes de verão.
Trazem pêssegos, gelados
fatias de melancia,
viagens, tendas, caravanas,
descobertas, alegria.

As férias batem à porta
por favor deixem entrar
o ano só tem um Verão
é preciso aproveitar.


António Mota, in Onde tudo Aconteceu








Biografia

António Mota nasceu em Vilarelho, Concelho de Baião, Distrito do Porto em 1957. Foi Professor do Ensino Básico. É um dos escritores mais distinguidos pela crítica na área da literatura infantil e juvenil. Publicou o seu primeiro livro, A Aldeia das Flores, em 1979.
Com a obra O Rapaz de Louredo (1983) ganhou um prémio da Associação Portuguesa de Escritores. Em 1990, recebeu o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens pelo seu romance Pedro Alecrim.
Em 1996, ganhou o Prémio António Botto com A Casa das Bengalas. Em 2003, a obra O Sonho de de Mariana, ganhou o Prémio Nacional de Ilustração, com ilustrações de Danuta Wojciechowska. Esta obra foi escolhida pela Associação de Professores de Português e Associação de Profissionais de Educação de Infância para o projecto "O meu brinquedo é um livro."
Em 2004, recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, na modalidade de livro ilustrado, pela obra Se eu fosse muito Magrinho. Com ilustrações de André Letria.
Desde 1980 tem sido solicitado a visitar escolas do Ensino Básico e Secundário, assim como bibliotecas públicas, em Portugal e outros países, fomentando deste modo o gosto pela leitura entre crianças e jovens.
Colaborou com vários jornais e participou em diversas acções organizadas por Bibliotecas e Escolas Superiores de Educação. Os seus livros estão antologiados em volumes de ensino do Português e tem obras traduzidas em Espanha e Alemanha. Tem mais de quatro dezenas de obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Entrega de Cravos e quadras dos Santos Populares na Biblioteca Escolar do CBR

Neste dia de São João, a equipa da biblioteca distribuiu cravos com quadras relacionadas com os Santos Populares!







Primeiro Santo António;
Depois São João;
Depois São Pedro
Para o fim da reinação.


Que com a bênção dos santos
Todos tenham namorico,
Todos tenham a quem dar
A rima de um mangerico

terça-feira, 21 de junho de 2011

Poema da Semana - Soneto 17

~ Soneto 17 ~

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.


William Shakespeare













Biografia

William Shakespeare, um dos maiores dramaturgos de todos os tempos. Em sua juventude, estudou latim e começou a escrever logo após o seu casamento com Anne Hathaway. Na época, o dramaturgo tinha 18 anos. Com menos de 30 anos, Shakespeare já tinha o seu talento reconhecido no teatro, tendo redigido pelo menos duas peças: "A Comédia dos Erros" e "A Megera Domada". O seu prestígio aumentou ainda mais, quando começou a trabalhar para a companhia de teatro "The Lord Chamberlain's Men".
A arte dramática do poeta pode ser dividida em três partes. Na primeira, Shakespeare escreveu comédias alegres, dramas históricos e tragédias no estilo renascentista. A segunda fase, é caracterizada por tragédias grandiosas e comédias amargas. A última parte, que vai até a sua morte, é marcada basicamente pelo lançamento de peças que têm o final conciliatório. Sua primeira peça, "Tito Andrônico, já revelava alguns dos elementosshakesperianos: O texto era uma tragédia repleta de assassinatos e violações. Quase quatro séculos após a sua morte, William Shakespeare é um dos dramaturgos mais encenados no planeta. O autor inglês escreveu cerca de 40 peças, entre tragédias (Otelo, Romeu e Julieta, Rei Lear); dramas históricos (Henrique V, Ricardo III); e comédias (Muito Barulho por Nada, Sonhos de uma Noite de Verão). Antes de Shakespeare, nenhum outro dramaturgo ou poeta havia mostrado a natureza humana em toda a sua complexidade: a paixão de Romeu e Julieta, a sua obra mais conhecida, o ciúme cego de Otelo, a ambição de Macbeth. Shakespeare também deve ser um dos escritores mais citados no mundo. Mesmo quem nunca leu Hamlet certamente conhece a famosa frase: "Ser ou não ser, eis a questão".

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Hora do Conto: "Os Direitos das Crianças" de Luísa Ducla Soares.

No dia 17 de junho, a equipa da Biblioteca Escolar, Isilda Buchinho e Raquel Luís, desenvolveu a Hora do Conto para as turmas do 2ºA, 2ºB e 3ºAno.
Para esta Hora do Conto escolhemos o livro "Os Direitos das Crianças" de Luísa Ducla Soares.


Sinopse

Luísa Ducla Soares explica, aos mais novos, o significado de alguns dos Direitos das Crianças como, entre outros, o direito a ter um nome, a uma educação, à protecção, o direito a ter uma família e a poder brincar. Mas a autora termina lembrando que as crianças têm também deveres. Com ilustrações de Maria João Lopes, este livro é para crianças e adultos.


A Hora do Conto teve a duração de cerca de 50 minutos, com a participação ativa dos alunos, sempre prontos a responderem às nossas perguntas! No final da sessão cada turma pensou em dois deveres a acrescentar àqueles indicados pela autora, os quais foram escritos num painel afixado na biblioteca. 
Foi também desenvolvida outra atividade que consistia em retirar vários objetos de uma caixinha, os quais os alunos tiveram de relacioná-los com um dos Direitos afixados nos painéis da biblioteca.



Direitos e Deveres das Crianças.

Visita do Escritor Fernando Bento Gomes, 7 de Junho.

No dia 7 de Junho, terça-feira, o escritor Fernando Bento Gomes veio visitar o nosso colégio para nos falar um pouco dos seus livros "O Baile dos Brinquedos" e "História da Nuvem que não queria chover" que foi reeditado em 2010 pela editora Soregra e também premiado com o 1º prémio de Literatura infantil da Associação Portuguesa de Escritores.


Fernando Bento Gomes 

Fernando Bento Gomes


Pelas 10h00 o escritor recebeu a visita dos alunos do 1º Ano e do 2ºAno no auditório do colégio! Ambas as turmas estudaram a obra “O Baile dos Brinquedos”! 
Os alunos da turma do 2ºA da Professora Tânia realizaram desenhos ilustrativos desta história que foram depois autografados pelo autor!
As turmas do 3º Ano e do 4º Ano visitaram o auditório pelas 11h30. 
No final do encontro, a turma do 4ºA da Professora Joana preparou uma surpresa especial como forma de receber o nosso autor. A turma dividiu-se em dois grupos que interpretaram canções inspiradas na “História da Nuvem que não queria chover”. Às 14h15 foi a vez das turmas do 5º Ano e do 6º Ano ouvirem as palavras do escritor!
No final das três sessões o autor autografou livros, personalizando-os com ilustrações ao gosto dos alunos!

Turma do 2ºA

Alunos do 4ºA cantam uma música inspirada em "História da Nuvem que não queria chover".

Sessão de autógrafos.




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E
ntrevista a Fernando Bento Gomes por Marta Mendonça (6ºA)



CBR online: Quando iniciou a sua carreira como escritor?
Fernando Bento Gomes: A sério, a sério, foi só a partir dos 49 anos, a publicar livros e coisas assim do género.

CBRo: Porque decidiu escrever histórias para crianças?
F.B.G.: É uma boa pergunta. Adoro escrever para crianças porque acho que ajudo a que a criança cresça, se divirta e a demonstrar os problemas sociais de uma criança.

CBRo: Qual foi a história que mais gostou de escrever?
F.B.G.: Gostei de todas, mas principalmente da "Nuvem que não quería chover" e do "Baile dos Brinquedos".

CBRo: Onde vai buscar ideias para criar as suas histórias?
F.B.G.: Uma parte é essencialmente a minha imaginação. Esta também pode surgir através da conversa com os alunos numa escola.

CBRo: Quais os autores que o inspiram?
F.B.G.: Não tenho resposta! Única e exclusivamente uso a minha imaginação, não preciso copiar ninguém.

CBRo: Onde mais gosta de escrever?
F.B.G.: Gosto mais de escrever em casa, pois já tenho o ambiente criado: o meu computador e atrás, uma estante com dicionários, livros e apontamentos de sessões.

CBRo: Se não fosse escritor o que gostava de ser?
F.B.G.: Já fui professor, sou escultor, mas isto é um hobbie, já fui um pouco de todas as profissões. Mas o que gosto mesmo é de ser escritor.

CBRo: Que conselho daria a alguém que quisesse vir a ser escritor?
F.B.G.: Um conselho que daria seria viver a vida e trabalhar muito.

CBRo: Gostou de visitar o nosso colégio?
F.B.G.: Gostei muito! Acho que o colégio está bem feito, com um planeamento bem feito. Principalmente esta sala (auditório) que é espetacular. Dá para dinamizar diversas coisas: sessões com escritores, tocar naqueles batoques (bateria)...

CBRo: Obrigada pela colaboração!


Entrevista a Fernando Bento Gomes por Marta Mendonça do 6ºA.

Marta Mendonça com Fernando Bento Gomes

terça-feira, 14 de junho de 2011

Poema da Semana - Santos Populares

Santos Populares

Santo António vem primeiro,
Logo depois, São João
E São Pedro é o terceiro
Dos santos com tradição.

Um, santo casamenteiro
- Por muitas bilhas que parta -,
Um outro, com seu cordeiro,
Seguidos do Patriarca.

Com arquinhos, com balões,
Com marchinhas e cantares,
Festejam os foliões;

Antam folguedos nos ares;
Há calor nos corações;
São as festas populares.



Vítor Cintra
No livro: DISPERSOS

terça-feira, 7 de junho de 2011

Poema da Semana - Dez de Junho

Dez de Junho

Os homens que caíram em combate,
E que o poder político ignora,
Verão, um dia, ser chegada a hora
De os sinos os saudarem a rebate.

Os nomes que os mais novos desconhecem,
Calados, por vergonha ou cobardia,
Serão, por fim, cantados algum dia,
Co' as honras e respeito que merecem.

Será o "Dez de Junho" restaurado
Em festa, que honrará toda a Nação,
Lembrada, com orgulho, do passado.

Cantar-se-á então, por todo o lado,
Num misto de saudade e gratidão,
O Homem que morreu por ser soldado.


Vítor Cintra
No livro: Encruzilhada



Biografia

Nasceu em Sintra, a 11 de Janeiro de 1941. Os seus primeiros poemas datam dos anos 50. Quando, estudante, descobriu a sua paixão pelas letras. Ainda como trabalhador-estudante foi chamado para serviço militar. Mobilizado, embarcou para Moçambique e ali cumpriu, como sargento miliciano, de 1963 a 1966. Só após o serviço militar completou a sua formação na área de Contabilidade, sendo Técnico Oficial de Contas e residindo actualmente em Mafra. Algumas das sua obras: Nas Brumas da Magia; Dinastias; Entre o longe e o Distante; Pedaços do Meu Sentir.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O "Cantinho" da Biblioteca do mês de junho!

Este mês dedicámos o nosso "cantinho" à União Europeia!




Estante Temática do mês de junho: Dia da União Europeia, 2 de junho

Este mês apresentamos-te uma bibliografia relacionada com a União Europeia!






INFORMA-TE!

O nosso agradecimento à Europe Direct do Algarve que contribuiu com o material informativo exposto na estante!





Estante das Novidades do mês de junho

Novidades!
  • O Diário do Manzarra
  • A Minha Escola Dava um Filme
  • O Diário de um Banana O Rodrick é Terrível
  • O Diário de um Banana A Última Gota
Recomendamos...
  • História de Olhão em B.D
  • Romance da Raposa
  • Orientação e Mapas
  • Amarguinha
  • Douro
Livros Mais Requisitados!
  • E se eu fosse... Um fantasma!
  • As Gémeas Voltam ao Colégio
  • Fairy Oak
  • Bella A Coelhinha Fugitiva
  • Que cena Professor!
  • Marlon o Número 10

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Poema da Semana - O Dia da Criança

O Dia da Criança

É um dia em que cabem
todos os dias do ano
e as coisas mais bonitas
que não podem causar dano:
os sonhos e os brinquedos,
as festas, as guloseimas,
a sombra de alguns medos,
a casmurrice das teimas
e também, com fartura,
o afecto e o carinho
com que se faz a ternura,
para mostrar ao mundo
que a guerra é uma loucura
e que o gosto de ser menino
é o nosso eterno destino.


José Jorge Letria











Biografia

José Jorge Letria, o mais premiado escritor português da actualidade, nasceu em Cascais, em 1951. Cursou Direito, História e História da Arte na Universidade de Lisboa, e é pós-graduado em Jornalismo Internacional. Como escritor distingue-se na poesia, no conto, no teatro e, sobretudo, na literatura para a infância e juventude. Desde finais dos anos sessenta que se destacou como compositor e intérprete de canções que proclamavam os valores da liberdade e da democracia. Todos os discos que gravou antes do 25 de Abril foram proibidos pela censura. É também conhecido como cantautor de intervenção na década de 70, jornalista e político dedicado à cultura, professor e dirigente associativo. O essencial da sua obra poética encontra-se condensado nos dois volumes da antologia O fantasma da obra. O autor tem poemas traduzidos em espanhol, francês, italiano, checo, russo, búlgaro e alemão. No teatro, tem mais de dezena e meia de peças para adultos e crianças. Jornalista desde 1970, começou por colaborar nos suplementos «Juvenil» e «A Mosca» do Diário de Lisboa. Seguidamente, foi redactor e editor de jornais como República, Diário de Notícias, O Diário (que ajudou a fundar) e Jornal de Letras, onde esteve como editor chefe durante cerca de cinco anos. Foi professor de jornalismo no ensino secundário (1982-85), experiência da qual resultou a publicação de três livros didácticos sobre o tema. É autor de inúmeros guiões para televisão e programas de rádio. Sobre a sua experiência na madrugada do 25 de Abril publicou, em l999, o livro Uma noite fez-se Abril. Iniciou o seu percurso político como membro do PCP, tendo-se desvinculado do partido, em 1991. Aderiu ao PS em 1995.Entre 1994 e 2001 foi vereador da Cultura da Câmara Municipal de Cascais, onde se destacou a coordenar ou criar projectos como os Cursos Internacionais, cinco prémios literários ou a revista Boca do Inferno. Como dirigente associativo foi membro da direcção do Sindicato dos Músicos e da Associação Portuguesa de Escritores. É actualmente presidente da assembleia geral da Sociedade Portuguesa de Autores, presidente da Fundação S. Francisco de Assis, vice-presidente da direcção e administração da Casa da Imprensa e vice-presidente da Fundação D. Luís I, integrando, porém, várias outras associações culturais. Em 1992, foi agraciado com a medalha da International des Arts et des Lettres, de Paris, juntamente com os escritores Natália Correia e David Mourão-Ferreira, e, em 1997, foi condecorado pelo Presidente da República com a Ordem da Liberdade.